segunda-feira, 26 de setembro de 2011

como se fosse tolo (o coração)

Sabe quando tu coloca todo o sentimento do mundo em algumas ações?
Costumo fazer isso em algumas esferas da vida...
Mas às vezes se espera a sensibilidade em contrapartida... que quando não recebida, gera uma frustração tão grande, tão grande... que alimenta a sensação de estar louca, viajando...
Abre o coração, com humildade... e recebe uma opinião que diminui aquilo que se proferiu... como se fosse pouco, como se fosse tolo...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

teorizando para o mestrado...

...e por fim, termino esse feriadinho, com dois capítulos esquematizados e na ponta da língua, querendo dialogar até com o meu gato sobre Gramsci, Marx e Lênin...

Socializo com vocês a frase da Iamamoto (minha companheira nas leituras matinais, vespertinas e noturnas hehehe) até o dia da prova será...

“O momento que vivemos é um momento pleno de desafios. Mais do que nunca é
preciso ter coragem, é preciso ter esperanças para enfrentar o presente. É preciso
resistir e sonhar”
Aí na correria, em boa companhia, o garoto me diz que a sua avó não concebe o fato de alguém não aceitar a Bíblia a a Jesus...
Mas não concebe no sentido de não admitir que alguém tenha por outra a sua verdade...
É fato que por vezes relativizamos em demasia, no entanto temos a obrigação de compreender que existem opiniões diferentes... e que embora tenhamos por verdade as nossas concepções, devemos conceber que existam outras....
Aí sem dúvida quando a gente não compreende isso, separa as pessoas em boas e más...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Hoje a Anna postou no face algo sobre a sensação de vida arrumada quando organizamos o quarto... Bah, essa sensação é mesmo muito louca.
Um certo companheiro uma vez me dizia isso, pra eu arrumar fisicamente minhas coisas que aí me sentiria melhor!
É fato... tem dias que a casa (nós) precisa de uma boa varrida, uma boa descatrada naquilo que deve ir pro lixo, uma boa ventilada pra não criar mofo, e uma boa higienizada também pra poder enxergar melhor o que realmente importa...
Parece melhor de conviver assim... quando está tudo encoberto é difícil de visualizar as coisas mesmo... e segue o dia, a semana, o mês nessa constante bagunça...
Tenho uma meta no momento... é conseguir fazer esse processo todo muito em breve!
Quando me deparei com a zona toda, me espantei...
Agir já!

Só pelo findi, hehehhe

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


DANUZA LEÃO


Não há nada que me deixe mais frustrada
do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um litro de sorvete bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções,
de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade..
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta
e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'....
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar
várias bolas de sorvete,
bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do "FRIENDS',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu,
embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .